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Metro Mondego registou um milhão de validações e procura 20% acima da esperada

22d 6h ago by lemmy.pt/u/tmpod in coimbra@lemmy.pt from www.publico.pt

Era bom que ajudasse a libertar a cidade de carros...

Talvez com mais linhas. A mim parece-me fundamental, pelo menos, uma para o hospital e, talvez uma periférica (que passe em Taveiro, S.ta Apolónia, Eiras, Tovim, Ceira, Antanhol. Mas deve ser sonhar alto demais. ;-)

Lembro que em Antanhol há o aeródromo.

Se fosse sistema de metro... posso garantir que teria muito mais afluência e menos sinistros.

Caro inicialmente, mas menos dispendioso a longo prazo comparado com autocarros a pilhas.

A crise financeira veio efectivamente abalar os planos, mas os políticos não tiveram a seriedade e a coragem política para manter o plano e estudar outras otimizações. Infelizmente, pelo que percebo, houve também algumas pressões a nível Europeu para a implementação de BRTs, cujo fenómeno de proliferação não se cinge apenas a Portugal. Mas é realmente uma solução a curto prazo, carece de uma visão mais ponderada.

É uma pena o abandono do plano original, até porque tanto quanto sei os sistemas BRT não têm o mesmo efeito promotor da economia local à volta das paragens como sistemas de metro/metro de superfície demonstram.

Pois, creio que a ideia é expandir a rede. Ainda me faz comichão ter-se optado pelos pneus em vez dos carris, supostamente motivado pelos cortes financeiras induzidos pela crise (mas para depois usar e abusar do lancis e bancos de granito caro)... Mas pronto, já estou por tudo, antes alguma coisa que manter regiões fora de Lisboa na cepa torta. Mesmo o Metro do Porto demorou e está muito aquém do seu potencial (apesar das novas linhas em construção serem uma boa evolução).

Acredito que há muita gente que gostaria de usar transportes públicos se a oferta fosse boa. É uma boa notícia

Sem dúvida.

Muitas vezes há o foco, a meu ver errado, apenas (ou sobretudo) no preço dos títulos de transporte, mas o que realmente importa em primeiro lugar é a qualidade do transporte. Se o transporte tem más paragens, maus percursos, pouca frequência, mau material circulante, etc, ninguém quer andar nele. Mesmo gratuito, só anda quem não tem alternativa ou não faz questão nenhuma de conduzir um automóvel. Para capturar uma porção verdadeiramente significatica da população, e assim retirar das ruas muitos automóveis individuais, há que providenciar uma oferta de mobilidade eficiente, cómoda, segura, acessível. No fundo, uma alternativa real com qualidade.

Tendo isso bem assente e aplicado, pode-se então procurar reduzir os preços dos transportes. Naturalmente, deve sempre haver incentivos e comparticipações para populações mais vulneráveis. Contudo, não podemos simplesmente tornar tudo gratuito e depois não fazer reformas "por falta de financiamento".